Tão importante quanto o acesso a cuidados de saúde em caso de doença e as ações preventivas de saúde, como vacinação e detecção precoce, os pré- requisitos para uma vida saudável não dependem apenas do sistema de saúde. O pacto da ONU enumera as seguintes condições básicas que contribuem significativamente para o “direito à saúde”:
Acesso seguro à água potável, saneamento e eliminação de resíduos, alimentação segura e nutrição adequada, vida saudável, condições de trabalho e ambientais, informações relacionadas à saúde e educação e igualdade de gênero. Essas “condições sociais básicas” (ou determinantes) são tão centrais para o direito à saúde porque a desigualdade social determina essencialmente a rapidez com que as pessoas adoecem, a quais influências causadoras de doenças estão expostas e, finalmente, por quanto tempo vivem com bons cuidados com a saúde.
As diferenças de mortalidade entre as pessoas dependem em grande parte disso: por um lado, isso se aplica às diferenças entre países cujas expectativas médias de vida variam em até 35 anos, dependendo da riqueza da população. Mas as diferenças também são claras dentro de cada país: na Alemanha, a diferença social na expectativa de vida dos homens é de até 10 anos. Ainda maior é o abismo entre as pessoas que não têm deficiência nem doenças crônicas graves – as diferenças sociais aqui somam quase 15 anos em média. Para as mulheres, as diferenças são um pouco menores.